Tendo como orago Santo António, a freguesia de Estoril estende-se por nove quilómetros quadrados do concelho de Cascais.
Desta região, é raro quem não conheça os seus encantos: do maior Casino da Europa, com toda a animação, jogos e espectáculos, ao belíssimo parque com o seu jardim e palmar; das praias tranquilas e abrigadas de águas acolhedoras, às soberbas moradias e palacetes, envolvidos por jardins e pinhais, que constituem verdadeiras jóias arquitectónicas; muitos são os atractivos que ao longo dos anos, fizeram do Estoril um centro turístico de sucesso Ainda hoje, graças às suas e renome internacional. Contudo a bela imagem criada, no começo do século XX, por Fausto de Figueiredo (detentor da concessão de exploração de jogo, no Casino Estoril) não se limita aqui, abrangendo igualmente o Monte Estoril, S. João e S. Pedro.
Ainda hoje, graças às suas características naturais, apoiadas por fortes investimentos a nível de serviços e estabelecimentos túristicos de qualidade, o Estoril detém fama internacional como estação de Inverno, sendo particularmente procurada por ingleses e espanhóis.
Mas a história do Estoril não se esgota no deslumbre dos últimos séculos. Oferecendo desde tempos imemoriais condições climatéricas e naturais favoráveis à fixação de gentes e desenvolvimento das populações, encontramos aqui vestígios do Homem que remontam ao Paleolítico; podendo ainda afirmar-se que, muito antes do aparecimento das primeiras comunidades humanas, também os dinossauros deixaram nestas terras marcas da sua presença, confirmáveis pelas pegadas gravadas um pouco por toda a região. Desde o tempo das culturas Fenícia, Romana e Árabe, que o Estoril se evidenciou como ponto estratégico no contexto da Europa Ocidental. Com as diversas ocupações, o Estoril herdou, de cada uma destas grandes civilizações, uma riqueza cultural heterogénea e profícua,que se reconhece ainda hoje nas influências arquitectónicas,toponímicas, hábitos e custumes que constituem parte da alma e quotidiano da Região.
Em 1147, no decurso da Reconquista, a região foi definitivamente anexada no domínio cristão. Desde então, e tendo em conta a privilegiada proximidade com a capital, pode-se dizer que a Região do Estoril foi por diversas vezes palco dos mais importantes momentos da vida política e militar da história portuguesa.
Dada a sua localização estratégica, na defesa da costa, a região esteve também intimamente ligada aos Descobrimentos e a toda a dinâmica social e cultural que tal época originou - das suas praias avistava-se primeiro quem chegava e por último quem partia.

As sólidas fortificações costeiras do Estoril são inquestionáveis testemunhos dos inúmeros ataques de corsários e tentativas de desembarque pelas forças espanholas, francesas e inglesas, em diferentes momentos da História de Portugal; persistindo como símbolo de bravura e resistência na luta pela independência e interesses nacionais. Destas épocas é de relembrar o episódio do imponente desfilar da Invencível Armada ao longo da costa do Estoril, tendo em conta que foi a maior formação naval até à II Guerra Mundial, que viria a encontrar infortúnio ao largo da Inglaterra.
Numa época mais recente, ainda que não menos conturbada, coube ao Estoril entrar para a História Mundial, como retiro predilecto de reis e demais aristocratas exilados, na sequência das perseguições e convulsões políticas que abalaram o século XX. No decurso da 11 Guerra Mundial, ficou também conhecido como grande centro de espionagem e de diplomacia secreta; situações particulares que lhe conferiram uma certa atmosfera cosmopolita e sofisticada que ainda hoje é possivel disfrutar.
Com um rico e diverso património, que percorre toda as épocas de fixação de gentes, situam-se na freguesia de Estoril as célebres grutas artificiais de Alapraia e de S. Pedro, a Igreja de Santo António, o conjunto dos fortes de defesa da costa e da Barra do Tejo -Forte de Santo António, de S. Pedro e de S. João da Cadaveira, bem como vários palacetes, residências e jardins da época áurea dos meados do século XX.
|